sábado, 27 de março de 2010

Hora do Planeta 2010: mais de 2 mil cidades em 117 países desligando as luzes entre 20h30 e 21h30.

Estima-se que um bilhão de pessoas no mundo todo devem apagar suas luzes, por sessenta minutos, no próximo dia 27 de março, às 20H30, na maior mobilização da Terra contra o aquecimento global. Trata-se da Hora do Planeta, uma ato simbólico, promovido pelo WWF-BRASIL, no qual governos, empresas e a população são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas.A intenção é que por uma hora, das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes sejam apagadas. No Brasil, a Hora do Planeta está em sua segunda edição e a REDE, agência com atuação multiplataforma do Grupo ABC, abraçou a causa, tornando-se Parceira de Comunicação da ação e organizando voluntariamente todo o evento que acontece a favor da iniciativa no Rio de Janeiro.

A partir de um evento realizado na noite do dia 27 no Jardim Botânico, autoridades, formadores de opiniões, parceiros, celebridades e empresários se reunirão em um ato simbólico para mostrar que o Brasil está preocupado com o aquecimento global e fazendo sua parte nessa luta. Entre 20h30 às 21h30 (hora de Brasília), monumentos cariocas serão apagados na noite da Hora do Planeta. São eles: o Cristo Redentor, a Praia de Copacabana, os refletores do Arpoador e a Igreja Nossa Senhora da Penha. Além desses, também já estão confirmadas as participações do morro do Pão de Açúcar, da Fiocruz - Fundação Oswaldo Cruz - e do Jockey Club Brasileiro. Este é o segundo ano consecutivo que o WWF-Brasil promove a Hora do Planeta no País. Por meio do site www.horadoplaneta.org.br os interessados em se unir a causa podem fazer seu cadastro e obter mais informações sobre o movimento. O WWF-Brasil também já está em contato com as principais capitais e cidades brasileiras para a realização da Hora do Planeta 2010. Entre as empresas patrocinadoras da Hora do Planeta 2010 estão Coca-Cola Brasil, HSBC, Tim e Walmart Brasil.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times quare, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Como morrem as casas

Para Aziz Nacib Ab´Sáber, ilustre filho de Paraitinga, a ignorância arrasta a história para o fundo dos rios

O ESTADO DE SÃO PAULO - O pai de Aziz era homem de poucas letras brasileiras. Mas esse libanês maronita entendia o idioma do bom negócio. Quando a economia de São Luiz do Paraitinga começou a ruir por causa da Central do Brasil, ferrovia que tirou a cidade do eixo da exportação de café, seu Nacibinho levantou a barra da sua lojinha e foi-se embora com a família para Caçapava. Aziz tinha apenas 5 anos. Oito décadas depois, sua memória de São Luiz é viva o suficiente para que lamente todo o patrimônio histórico levado pela inundação e para que aponte nesta entrevista, colhida em interurbanos intermitentes para Ubatuba, os motivos "fisiológicos" que teriam levado a cidade do Vale do Paraíba a sucumbir sob as águas. Um deles é a periodicidade de uma crise climática anômala. Dependendo da região, de 12 em 12 anos, de 13 em 13 ou de 26 em 26, o mundo desaba. E os homens e as moradias sofrem com as chuvas, ainda mais se decidem ocupar o que não pode ser ocupado.

As escorregadelas políticas também cá estão. Aziz não é de poupar burrices administrativas, especialmente na área ambiental. Critica todas as camadas do governo - do federal, com quem se desentendeu logo no início do mandato do presidente Lula, ao municipal, com seus "prefeitos incautos". Só o enchem de esperança os jovens, mas aqueles que frequentam as boas universidades brasileiras, para quem este eterno mestre da geografia escreve o terceiro volume de suas Leituras Indispensáveis.

São Luiz do Paraitinga perdeu ¼ dos imóveis tombados. Foi um dos maiores desastres culturais do País. Como o senhor reagiu a isso?
É compreensível que, tendo nascido lá, eu sinta uma tristeza imensa com essa destruição. Houve, no passado, uma tragédia semelhante. Quando eu era menino, com 4, 5 anos, meus parentes comentavam: "A cidade foi inundada até a beira do mercadão". A casa dos meus pais ficava numa esquina em frente do mercado e o fundo dela era o rio, que volteava tudo. Mas, na época, São Luiz tinha um crescimento populacional mais razoável. Lembro que a margem de ataque do rio, à beira d'água, era uma estradinha tangenciando o morro para poder chegar ao caminho de Ubatuba. Andei muito do outro lado do rio, onde ia coletar pitangas gostosas na borda da mata. Hoje, além das pousadas, há os eucaliptais, que são uma presença extremamente perigosa no entorno de São Luiz. Os eucaliptólogos descobriram os morros da cidade, plantaram num nível de até 15, 20 quilômetros de São Luiz para oeste. Isso mudou todo o esquema.

Como assim?
Os eucaliptos oferecem vantagens econômicas para os donos de empresas, mas, com eles, há o sugamento da água subterrânea. Na estrada de Tamoios, próximo da represa do Paraibuna, a formação de bosques de eucaliptos é ainda maior. Os eucaliptólogos se reúnem sempre lá para fazer seus projetos. Ocorre que os prefeitos são incautos. Dando um pouco mais de impostos e de dinheiro para a prefeitura, eles deixam acontecer.

Que características tem a cidade para já ter sofrido inundação no passado?
Toda aquela região da Praça da Matriz, que é a região da Rua das Tropas e a região do mercado, tudo aquilo é envolvido por um meandro. Meandro é uma volta do rio às vezes muito alongada, às vezes mais estreita. Todo meandro tem um lóbulo interno, a várzea. Do outro lado, sobretudo em áreas de morros, ficam os declives. Bom, tudo isso se modificou muito. Antigamente, o povo chamava o período de maior cheia do rio, embora não catastrófica, de tromba d'água. As duas expressões mais bonitas de São Luiz eram rio acima e rio abaixo. Vinham de rio acima grandes aguadas, mas elas raramente subiam até o lóbulo e, portanto, até a praça. Desta vez, as grandes chuvas desceram os patamares de morros e chegaram aos terraços. Houve deslizamentos de blocos de terra, árvores, pedaços de rocha. Foi uma tragédia total.

Técnicos atribuem a desgraça também ao excesso de chuvas. Está mesmo caindo mais água do céu?
Este é um período anômalo, de grandes interferências na climatologia da América do Sul, provocadas por um aquecimento relacionado ao El Niño. Primeiro foi no nordeste de Santa Catarina, depois no Rio e no Espírito Santo, depois em São Paulo, depois em Minas, depois no sul de Mato Grosso. A coisa foi se ampliando por espaços do tropical atlântico e por outras áreas do planalto brasileiro. Na época da enchente catarinense, fiz uma listagem da periodicidade climática de exemplos bastante prejudiciais para cidades e campos. Esse trabalho está publicado na revista do Instituto de Estudos Avançados de dezembro e mostra que, de 12 em 12, ou de 13 em 13, ou de 26 em 26 anos, desde 1924 até dezembro de 2008 e dependendo do lugar, houve essa periodicidade. Cheguei à conclusão de que é preciso muito cuidado nos próximos 12 anos em Blumenau e fazer obras de retenção na área de extravasamento do rio no sítio urbano. Caso contrário, quando esse ciclo atormentado da climatologia se repetir, será reanunciada a desgraça.

Mas o senhor previu que Paraitinga também poderia sucumbir?
Quando passei a visitar de novo o município para conhecer melhor minha terrinha, não senti a possibilidade de invasão de águas no lóbulo interno pegando a Praça da Matriz. Não senti. Não achei que isso ia acontecer. Tanto que insisti muito em trazer a biblioteca de ciências, que estava na ex-casa de Osvaldo Cruz, para um lugar mais baixo e frequentado por crianças. A Praça da Matriz seria o lugar ideal. Transpuseram os livros, montaram uma bibliotecazinha ali. Os empresários, aliás, em vez de se preocupar com a cidade, resolveram fazer uma dádiva apenas para mostrar colaboração. Criaram a biblioteca infantil e mandaram comprar livros que não tinham nada de relação com a educação infantil. Eu fiquei furioso com isso. Continuei levando muitos livros para lá, auxiliado por uma pessoa que fez história na USP. Foi a minha tarefa. Mas a gente não sabia que ia chegar o dia dos 13 em 13 e dos 26 em 26. Passei a me preocupar com isso depois que estudei o quadro na região de Blumenau. Já estava escrito.


Também já estavam escritas as mortes em Angra?
Lá foi invasão em áreas de risco, pousadas sucessivas nas encostas. Morro é sempre complicado. Como os prefeitos deixam isso acontecer sabendo que embaixo dos morros tropicais tem solo vermelho fofo, de forma que casas bem construídas ou mal construídas podem, durante esses ciclos de climatologia anômala, descer pelas encostas, matar as pessoas, derruir as cidades? O principal derruimento, minha filha, é a ignorância das pessoas. Ao saber que o governo do Estado do Rio havia liberado áreas de risco e de proteção ambiental para a expansão das cidades, fiquei desesperado. É preciso ter menos ignorância, mais planejadores, mais equipes interdisciplinares capazes de observar o sítio urbano, a região do rio acima, a região do morro, a do lóbulo interno dos meandros. A moça que trabalha aqui comigo em Ubatuba me dizia que, por morar em bairro afastado, não tem escola para os filhos. Começa por não ter escola, começa por não conhecer a história da cidade, tampouco o clima da região.

Que história se perdeu sob as águas do Rio Paraitinga?
A história de uma cidade que enriqueceu durante o ciclo do café e decaiu com a estrada de ferro. Durante o ciclo, a única maneira de exportar o café era saindo de Taubaté e passando pela região onde hoje está São Luiz. Ali se formou uma rua alongada, com as casas à direita e à esquerda, a Rua das Tropas. Pois bem, algumas pessoas dos arredores de São Luiz também tiveram ali fazendas de café. Houve uma época, inclusive, em que empreendedores de origem francesa tentaram fazer uma indústria de tecidos no caminho que vai de São Luiz a Ubatuba, por isso muitos nomes da cidade têm origem híbrida, portuguesa e francesa. Mas foi um investimento fracassado.

E como surgiram os casarões?
Os fazendeiros de café ficaram tão encantados com a exportação do produto pela estrada que tiveram, a partir de 1850, a ideia de construir casarões para morar na cidade. E toda roça é muito triste à noite, sobretudo aquelas com riachos cortando os morros. Enquanto na roça permaneceram os capatazes, na cidade os fazendeiros receberam imigrantes de várias partes, especialmente de Portugal, que tinham tradição e capacidade de construir casarões de pau a pique e taipa. Não é uma coisa que resista a todos os tempos, sobretudo quando há enchentes dramáticas. Bom, filha, essas pessoas receberam uma tragédia socioeconômica em torno de 1900, quando se estabeleceu a Estrada de Ferro Central do Brasil. Todo o café, do vale inteiro, passou a sair pela estrada por Taubaté, São José dos Campos e Lorena em direção ao Brás e, de lá, pela Estrada Santos-Jundiaí . Mudou-se o eixo da exportação. O problema era sério e grave. Algumas famílias de fazendeiros foram fenecendo. Pessoas de Minas Gerais, que sabiam guardar seu dinheirinho, vieram para São Luiz e compraram terras para fazer o que sabiam fazer: criar gado leiteiro. Disso viveram por muitos anos. Quanto aos casarões, muitos foram transformados em hotéis.

O senhor acredita que Paraitinga voltará a ser polo turístico?
A USP, universidade em que nasci como pessoa cultural, vai fazer um grupo de trabalho para compreender a cidade em todos os níveis. Disseram que queriam colocar o meu nome em primeiro lugar na equipe. Pedi que não me constrangessem. Eu já estou muito constrangido com mil coisas, estou desesperado com os péssimos políticos que o Brasil tem.

O senhor disse certa vez que o governo não tinha noção de escala. Continua achando o mesmo?
Em projetos médios e maiores, continua sem noção. E quem não tem essa noção dirige mal o seu país. No caso do presidente da República, sempre insisti com ele: "Você, que sabe fazer discurso, fale nas suas prédicas que vai pensar no nacional, no regional e no setorial". O nacional é a Constituição, são as reformas especiais que precisam acontecer de tempos em tempos. Regional é o conhecimento do Brasil como um todo: as terras baixas da Amazônia, os afluentes do Amazonas, o Golfão Marajoara, as colinas recobertas por caatingas entre as chapadas do Nordeste, entrando um pouquinho pelo Piauí e muito pelo Rio Grande do Norte, com raros solos vermelhos, bons quando a topografia é suave. Esses locais foram muito úteis para o Ceará, mais úteis que alguns políticos que existem lá. O setorial pressupõe pensar em educação, saúde pública, transportes, comunicação livre, setor socioeconômico e setor sociocultural.

Há quem atribua essas tormentas climáticas dos últimos meses ao aquecimento global. Há alguma verdade nisso?
Isso é bobagem. O ciclo deste ano é um ciclo periódico complicado. Essas pessoas que falam em aquecimento global erraram tanto até hoje... Diziam, por exemplo, que o aquecimento iria derruir a mata amazônica. Outro publicou num jornal de São Paulo que, por causa do aquecimento global, a mata atlântica de Santa Catarina até o Rio Grande do Sul seria destruída. Ele não sabia que essa mata só está na costa. Agora, é verdade que, somando os aquecimentos das áreas industriais e das áreas urbanas, dá um aquecimento contínuo. Daí em Copenhague terem defendido o combate a ele.

O senhor achava que a COP-15 teria outro desfecho?
Eu sabia que seria um insucesso. Quero um bem imenso à Dinamarca, tenho razões culturais para isso, mas note bem: quando vi que o Lula ia indicar um grande número de pessoas, foram mais de 740, eu disse: como é que em Copenhague, cidade relativamente pequena, tradicional, como é que vai haver uma reunião em que mais de 740 pessoas possam fazer debates? Ia dar numa coisa zero.

Foi um insucesso por causa da grande comitiva brasileira?
Foi por causa de tudo, mas o Brasil viajou para lá exuberante. Levaram a Dilma. A Dilma nunca entendeu de meio ambiente. Não tem culpa. Ela tem outro passado, daí ter sido colocada inicialmente no Ministério de Minas e Energia.

E o que o senhor acha de Marina Silva como candidata, ela que sempre esteve ligada à preservação ambiental?
Ela não conhece o Brasil. É uma mulher do Acre, uma pessoa que acredita no criacionismo. Ela é ela, e acabou. Tudo o que sabe é que existiram aquelas fantásticas atitudes de Chico Mendes.

Quem entende de meio ambiente no governo, professor?
No governo, apenas os técnicos mais jovens do Ibama, com o auxílio de promotores públicos também jovens, saídos das boas universidades brasileiras. São eles que me dão entusiasmo, são eles que me dão esperança. Mas o Ibama está gradeado pelo governo federal, o que é um absurdo. Isso vai redundar, no futuro, em muita coisa contra a biografia de todos eles, sejam governantes federais, estaduais ou municipais. Digo e repito: nós no Brasil precisamos aprender a contestar os idiotas.
Contribuição de Reinaldo Krugel de Melo
Extraído do Blog SOS Rios do Brasil

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Pró Terra em ação!!!


Queridos amigos e queridas amigas,
Como muitos já sabem, a Pró Terra surgiu em Guararema, SP, em 2001, com o intuito de sensibilizar as pessoas para a importância da questão ambiental. Tivemos momentos muito importantes, como a realização de seminários para Sociedades Sustentáveis, campanhas de Educação Ambiental, plantio e doação de mudas de árvores nativas, limpeza de rios e cachoeiras, Projeto Raízes, entre outras atividades. Tivemos também um período de inatividade, que podemos entender como período de maturação.
Desde o final do ano passado (2009) estamos nos organizando de forma efetiva para tornar a Pró Terra uma organização forte e presente, não apenas realizando atividades (que também são importantes), mas buscando também ser uma ferramenta para as pessoas que querem cuidar melhor do nosso planeta, que tem mostrado cada vez mais sua força, nos mostrando o quanto somos frágeis diante dele e nos mostrando as consequências das nossas ações erradas.
Dentro de nosso interesse de atuação está também a proteção do patrimônio cultural e histórico, entendendo que a Educação Ambiental permeia diversos setores e diversos assuntos, ligados a vida na Terra e a sua qualidade.
Um dos resultados de nossas novas ações está este BLOG, que  serve também como um veículo para quem, de qualquer parte do planeta, queira interagir com o nosso trabalho. Portanto, sinta-se a vontade para fazer seus comentários e sugestões.
Saudações verdes, 
Organização Ambientalista Pró Terra.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Os 10 Mandamentos do Amigo do Planeta.

1 - Só Jogue Lixo no Lugar Certo É horrível quando a gente vê alguém jogando lixo no chão. As ruas, praças e qualquer logradouro público não são terra de ninguém, mas pertencem a todos. Você não jogaria lixo na casa de alguém, jogaria? Pois é, a rua pertence a todos, tem muitos donos. O lixo espalhado, além de atrair ratos, moscas, mosquitos, cria um aspecto horrível de poluição em sua cidade. E, depois, custa muito dinheiro de impostos para limpar, dinheiro que podia estar sendo usado para outras obras. Um Amigo do Planeta só joga seu lixo nos locais apropriados, ou guarda no bolso e traz para colocar na lixeira da própria casa.

2 - Poupe Água e Energia A água que você usa não sai da parede. Ela vem de algum rio ou manancial. Os rios estão sendo agredidos pela poluição e pelo desmatamento, o que torna a água potável cada vez menos disponível, o que eleva o custo de seu tratamento. Quanto à energia, existe a elétrica ou então vem de fontes como gás, petróleo, lenha e carvão. Elas vão escassear cada vez mais e algumas não são renováveis, como o petróleo, por exemplo.

3 - Não Desperdice Evite consumir além do necessário. Adquira o indispensável em alimentos, objetos, roupas, brinquedos etc. As lojas e supermercados estão cheios de inutilidades que só fazem gastar mais e mais recursos naturais na fabricação. Reflita antes de comprar. Rejeite produtos descartáveis, como copos, garrafas etc. Além de poluírem e aumentarem o volume de lixo, também apressam o esgotamento dos recursos naturais. Reutilize as sacolas de compra. Prefira alimentos naturais, evitando enlatados, empacotados, refrigerantes, os alimentos industrializados, além de mais caros, podem causar alergias e outros males e, às vezes, nem têm grandes funções nutritivas.

4 - Proteja os Animais e as Plantas Cada animal ou planta é um ser vivo como você e tem tanto direito à vida, à liberdade e ao bem estar quanto nós. Embora você não perceba, sua vida está interligada com a de todos os outros seres. É essa interligação que forma a `teia da vida' que garante a sobrevivência de todos. Por ter perdido esta noção, nossa espécie vem causando tanto prejuízo e poluição à natureza, com conseqüências cada vez mais graves para a nossa qualidade de vida. Os seres humanos são os únicos com capacidade de modificar em profundidade seu meio ambiente. Nós temos usado essa capacidade para piorar as coisas. Agora precisamos fazer o contrário, para nossa própria sobrevivência.

5 - Proteja as Árvores Para fabricar papel é preciso cortar árvores, logo, poupar papel é uma forma de defender as árvores. Utilize os dois lados da folha de papel. Leve sua sacola de compras ao supermercado. Faça coleta seletiva em sua casa. Recicle o papel, fabricando novo papel a partir do papel usado. A outra forma de ajudar é defendendo as árvores existentes e plantando novas árvores. Adote uma árvore. Cuide dela com carinho e respeito.

6 - Evite Poluir Seu Meio Ambiente Use o menos possível o automóvel, programando suas saídas. Ele provoca poluição do ar. Acostume-se a ouvir música sem aumentar muito o volume do som. Som alto provoca poluição sonora. Enfim, reveja seu dia-a-dia e tome as atitudes ecológicas que julgar mais corretas e adequadas para você. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.

7 - Faça Coleta Seletiva do Lixo É fácil separar o lixo seco (inorgânico: papel, plástico, metal, vidro) do lixo molhado (orgânico: restos de comida, cascas de frutas etc.). Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos públicos de lixo, diminuir a poluição. É só ter duas vasilhas diferentes a lado da pia da cozinha e um lugar para depositar o lixo seco até alcançar um volume que permita sua venda ou doação - e boa vontade.

8 - Só Use Biodegradáveis Existem certos produtos de limpeza que não se degradam na natureza, como sabões, detergentes etc. Procure certificar-se, ao comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Evite o uso de venenos e inseticidas. Uma casa limpa é suficiente para afastar insetos e ratos. Os inseticidas são altamente nocivos para o meio ambiente e para a saúde das pessoas.

9 - Conheça Mais a Natureza Estude e leia mais sobre a natureza, mesmo que não seja tarefa da escola. Tenha em casa livros, revistas que falem sobre a natureza. Faça um álbum de recortes com figuras de animais e plantas. Procure no dicionário palavras como saúde do trabalhador, reciclagem, reaproveitamento, habitat, biodegradáveis etc. Quanto mais você souber, melhor poderá agir em defesa da natureza.

10 - Participe Dessa Luta Não adianta você ficar só estudando e conhecendo mais sobre a natureza. É preciso combinar estudo e reflexão com ação. Você pode agir sozinho, procurando políticos ou a imprensa, por exemplo, para denunciar ou protestar contra os abusos, poluições, depredações. Também pode agir em grupo. Quando estamos unidos, somos mais fortes e capazes de encontrar soluções para enfrentar os problemas ambientais.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Diversidade Biológica

2010
Segundo a Organização das Nações Unidas (www.un.org), 2010 é o Ano Internacional da Diversidade Biológica. De acordo com informação obtida no mesmo site, os acontecimentos de maior de destaque serão as sessões se alto nível das Assembléias das Nações Unidas e a 10° Reunião de Conferência das Partes do Convênio Sobre a Diversidade Biológica, que será realizada em Nagoya/ Japão. Estes atos ajudarão a elaborar futuras estratégias para conservação dos ecossistemas do planeta. Controlar espécies exóticas e abordar outras causas de perda da diversidade biológica é uma tarefa cada vez mais urgente, sendo importante que todos os governos, organizações e pessoas reunam seus esforços para proteger a vida na Terra.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Os principais problemas globais se resumem em três fatores: conflitos (guerras civis e conflitos diversos), locais de tensão (guerrilhas, movimentos emancipacionitas, questões étnicas e religiosas) e ambientais.
Áreas com sérios problemas ambientais:
1. No Sudoeste dos Estados Unidos o processo de desertificação está associado à expansão das culturas irrigadas, ligadas ao dry farming, e ao crescente consumo das cidades. Somou-se recentemente a intensificação do processo de salinização das áreas irrigadas.
2. Na Região dos Grandes Lagos a situação é grave devido a diversos tipos de poluição, especialmente os relacionados com a chuva ácida. Ao sul dos Grandes Lagos concentra-se a maior produção industrial dos Estados Unidos e o maior foco de produção de gases que contribuem para o aumento do aquecimento global.
3. Na Amazônia, onde a área de expansão econômica é recente e desordenada; e particularmente a Amazônia brasileira, vem sendo palco de desmatamentos, contaminação de rios, exploração predatória da madeira e da caça, o que contribui para o comprometimento da biodiversidade regional.
4. Na Europa Ocidental as chuvas ácidas, a contaminação dos solos e a poluição das águas vêm mobilizando populações que têm sua qualidade de vida ameaçada por essas agressões.
5. Em Sahel, a faixa de transição na porção periférica meridional do Saara, tem área marcada pela ocupação desordenada, que compromete a vegetação original e pode contribuir para o rápido avanço da desertificação.
6. Nos Mares Cáspio e Aral o intenso processo de salinização, associado ao fracasso da apropriação agrícola da região por culturas irrigadas, principalmente de algodão, acabou por contaminar o solo.
7. Na China Oriental o recente crescimento do consumo, devido à expansão da economia do país, ameaça o abastecimento de água e gera problemas como o aumento da produção de lixo, bem como a deterioração da qualidade do ar nos grandes centros urbanos.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Trilhas de São Paulo

Para quem quer curtir as férias, em família, acompanhado por amigos e parceiros ou mesmo sozinho a dica é fazer uma bela trilha que pode estar localizada bem pertinho de você. Trilhas de São Paulo é um projeto que permite vivenciar "a experiência de convívio com a natureza". O projeto dividiu as trilhas, localizadas em 19 unidades de conservação, por nível e região. Quanto ao nível, estão classificadas em baixo, médio e alto, de modo a atender as necessidades de cada visitante (ou grupo de visitantes). De acordo com o projeto, percorrendo as trilhas o visitante terá contato com parte significativa da biodiversidade e diferentes ambientes e paisagens que caracterizam a mata atlântica do Estado. Além de um belo passeio, será um meio de amar ainda mais a natureza e por isso ter um motivo a mais para preservá-la. Maiores informações no site: http://www.trilhasdesaopaoulo.sp.gov.br/

sábado, 26 de dezembro de 2009

Projeto Raízes






Executado em 2006 com o apoio do CONDECA - Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Projeto Raízes atendeu adolescentes do município de Guararema (SP) através de um trabalho de conscientização, prevenção e protagonismo juvenil. Incentivando a responsabilidade sócio ambiental dos jovens envolvidos, foram criadas apresentações públicas de expressão corporal nos encontros realizados pela ONG e grupos de atividades com crianças do Projeto Menino Jesus e residentes do bairro do Parateí, que puderam assistir encenações de esquetes e participar de grupos de atividades e oficinas lúdicas de reciclagem, com intuito de conscientização sobre as diversas possibilidades de cuidados com o meio ambiente através da arte educação.








Atividades de trilha e arborismo dirigido aos jovens do Projeto Raízes em Guararema.


domingo, 20 de dezembro de 2009

O nascimento da Organização Ambientalista Pró Terra

A Pró Terra nasceu em agosto de 2001, pela idéia de Rosely Nogueira que, inspirada pelo ideal de sensibilização das pessoas para a conservação do nosso planeta, convidou alguns amigos para compartilhar desta missão. Desde então muito foi feito nesta direção, com a realização de diversas campanhas, seminários e atividades. Eventos como o Caminhar Junto a Natureza, Semana da Primavera, Água Viva, o seminário Rumo a uma Sociedade Sustentável e muitos utros já "plantaram diversas sementes" em diversas pessoas, em escolas, empresas e em comunidades.

Embora a Pró Terra tenha nascido em Guararema ela pretende atuar para o incremento da Consciência Ambiental em qualquer lugar do Planeta.