O lixo que faz parte da paisagem da maioria das cidades brasileiras pode estar perto do fim a médio prazo. Mais exatamente, daqui a quatro anos, se a recém-aprovada Política Nacional de Resíduos Sólidos atingir seu objetivo: transformar o lixo produzido no Brasil em fonte de energia. O entrave é a produção anual de resíduos no país, que passa de 180 mil toneladas/ano, e dificulta o desenvolvimento de tecnologia para realizar essa conversão em larga escala.
Unaí, em Minas Gerais, é a cidade mais próxima de realizar tal meta com sucesso. Lá, a prefeitura e um empresário tocam o projeto Natureza Limpa, que consiste em incinerar o lixo produzido na cidade em uma miniusina.
Por enquanto, a unidade não produz energia elétrica, mas os resíduos viram combustível para as siderúrgicas mineiras e matéria-prima para a indústria química. O modelo desenvolvido em Unaí recebeu licença ambiental e pode ser aplicado em todo o Brasil. Por ora, a previsão é de que até o final de 2011 o aterro sanitário municipal seja desativado e todo o lixo da cidade vá para o forno da usina.
Como funciona
Algo que pode estimular a multiplicação do processo de Unaí é sua praticidade. Não há separação dos materiais, pois aqueles que não são combustíveis permanecem intactos e são encaminhados para a reciclagem, como o vidro. A vantagem desse sistema é que ele acaba com o chorume, líquido responsável pela contaminação dos mananciais e lençóis freáticos.
No processo, a substância se transforma em vapor, que é capturado e encaminhado a um destilador, que libera água e oxigênio. Dentro do aparelho, o chorume em estado gasoso é transformado em componentes utilizados na produção de biodiesel, abrasivos e cosméticos.
Confira o programa completo "Cidades e Soluções" da Globo News
Unaí, em Minas Gerais, é a cidade mais próxima de realizar tal meta com sucesso. Lá, a prefeitura e um empresário tocam o projeto Natureza Limpa, que consiste em incinerar o lixo produzido na cidade em uma miniusina.
Por enquanto, a unidade não produz energia elétrica, mas os resíduos viram combustível para as siderúrgicas mineiras e matéria-prima para a indústria química. O modelo desenvolvido em Unaí recebeu licença ambiental e pode ser aplicado em todo o Brasil. Por ora, a previsão é de que até o final de 2011 o aterro sanitário municipal seja desativado e todo o lixo da cidade vá para o forno da usina.
Como funciona
Algo que pode estimular a multiplicação do processo de Unaí é sua praticidade. Não há separação dos materiais, pois aqueles que não são combustíveis permanecem intactos e são encaminhados para a reciclagem, como o vidro. A vantagem desse sistema é que ele acaba com o chorume, líquido responsável pela contaminação dos mananciais e lençóis freáticos.
No processo, a substância se transforma em vapor, que é capturado e encaminhado a um destilador, que libera água e oxigênio. Dentro do aparelho, o chorume em estado gasoso é transformado em componentes utilizados na produção de biodiesel, abrasivos e cosméticos.
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